Arquivos para a Categoria ‘Religião’

Máquina Zero, o Blog das Náuseas

12 Novembro, 2006

Apresento-vos o blog Máquina Zero, mantido por alguém que tem medo de dar a cara.
Começando pelo titulo, é notória a alusão ao penteado “cabeça rapada”, ou “skin head”.
O conteúdo é claramente extremista, e imagine-se, de direita.
Estão a juntar as peças do puzzle? Há mais…
Também existe uma rubrica, que distingue as personalidades de ascendência africana, mas, sempre no sentido de, terem feito mal, ou denegrido a imagem dos caucasianos.
A favor das causas militaristas de Israel, como se pode observar aqui, este individuo refere-se a racismo quando os brancos e (ou) hebreus são postos em causa, mas, quando escreve diariamente aquelas barbaridades anti-tudo-o-que-não-seja-branco-e-hebreu, tem o descaramento de dizer que são apenas factos.
O mesmo lançou-me um desafio banhado de ignorância:
“E mostra lá uma frase racista que eu tenha escrito…”

Primeiro ponto, nunca o tratei por tu, caro “maquinazero”, e agradecia que também não me tratasse dessa forma.
O seu desafio é bastante interessante, porque explica bem o seu estado intelectual.
Um blog, não é apenas o que nós escrevemos, é também o que citamos, as imagens que submetemos, os títulos que idealizamos, e sobretudo, as respostas que damos aos comentários que nos fazem.
Cada característica isolada nenhum significado tem, mas todas juntas fazem-no receber o galardão para “Blog mais Nojento da Web“.

O Homem segundo a Religião

7 Novembro, 2006

Em geral, nas religiões Ocidentais a nossa espécie é vista como algo especial, separado do resto do reino animal por alguma propriedade única. Somos o animal racional.
Mas o que é ser racional? Não deve ser pensar, aprender, ou ter inteligência, porque isso muitos animais também fazem. Principalmente nos primatas, há claras evidências que animais não humanos concebem planos complexos, antecipam acontecimentos, e assim por diante.
Racional, para ser algo único à nossa espécie neste planeta deve querer dizer ter razões. Nós somos capazes de dar e exigir razões para fundamentar uma afirmação. Gritar «Vem aí uma águia!» até os macacos Colobus conseguem. Mas perguntar «Como é que sabes?», uma das perguntas favoritas dos meus filhos, é aparentemente uma capacidade única dos humanos.
O curioso (e irónico) é que é precisamente esta capacidade que as religiões normalmente querem suprimir. Chamam-lhe fé. Como se fosse um acto, como se fosse uma coisa e não apenas a ausência daquilo que nos distingue como humanos: perguntar por que razão havemos de aceitar algo como verdade.

Ludwig Krippahl