Arquivos para a Categoria ‘Cultura’

Che Guevara – Morte Exposta

15 Novembro, 2006

Fotografias inéditas do cadáver de Che Guevara, tiradas pouco depois da sua morte, são exibidas pela primeira em Santiago do Chile. Estas fotos foram tiradas pelo boliviano Freddy Alborta, um dos poucos fotógrafos que puderam ver Che Guevara no hospital, numa pequena aldeia da bolívia chamada Vallegrande.
Alborta tirou dezenas de fotografias do corpo do guerrilheiro, mas apenas uma foi divulgada na altura: aquela em que um general do Exército boliviano faz o sinal da cruz na testa do falecido, estendido sobre uma maca. A imagem viria a tornar-se um símbolo da sua morte.
Grande parte das fotos, captadas há quase 40 anos, não tinham sido mostradas até agora. A família de Alborta permitiu a sua exibição a outra fotógrafa, Sandra Boulanger, sua conterrânea.
Tratam-se de 65 fotos em preto e branco. Algumas mostram o exterior do minúsculo hospital boliviano onde se encontrava o cadáver, e outras exibem soldados bolivianos orgulhosos depois de terem colaborado com os EUA na missão de busca do corpo de Che.
Mas a atracção principal da exposição, ainda que um tanto mórbida, são os grandes planos do falecido com os olhos abertos como se estivesse vivo.

in Sol

Fernando Lopes-Graça – 100º aniversário

14 Novembro, 2006

A 17 de Dezembro o compositor, musicólogo e cidadão activo Fernando Lopes-Graça completava cem anos de vida.
A Câmara Municipal (de Setúbal), em parceria com a Associação de Municípios da Região de Setúbal, elaborou um programa comemorativo que se desenvolve entre Setembro e Maio.
Concertos, exposições, conferências são algumas das actividades agendadas para recordar uma das personalidades culturais portuguesas mais marcantes do século XX.

Fernando Lopes-Graça nasceu a 17 de Dezembro de 1906, em Tomar. Estudou em Coimbra, no Conservatório Nacional.
As “Variações Sobre um Tema Popular Português”, para Piano são a sua primeira obra, datada de 1929.
Presencista desde a primeira hora colabora na revista até que em 1936 parte para Paris onde frequenta na Sorbonne a cadeira de Musicologia. Regressado a Portugal, em 1939, inicia um trabalho musical assente sobre elementos harmónicos, melódicos e rítmicos do folclore português.
A sua intensa actividade na esfera da música não se circunscreve à composição. Lopes Graça notabiliza-se como conferencista, publicista, divulgador e opositor ao regime fascista.
Recebe, em 1940, o 1ºConcerto para Piano e Orquestra, prémio que volta a conquistar em 1942, 1944 e 1952. Em 1942 funda uma organização de concertos de música moderna intitulada “Sonata”, criando em 1951 a revista “Gazeta Musical”.
A linha folclorista reafirma-se e aprofunda-se em obras como a “Suite Rústica” (para orquestra, sobre melodias tradicionais portuguesas), “Os cinco Velhos Romances Portugueses”, as “Nove Canções Populares Portuguesas” (para voz e orquestra), os “Natais Portugueses” e “Melodias Rústicas Portuguesas” (para piano), além de numerosos ciclos de harmonizações de canções populares, para voz e piano, e para coro a capella.
Faleceu em 1995.

Download do tema “O Milho da Nossa Terra” da autoria de Fernando Lopes-Graça

Fontes: Câmara Municipal de Setúbal, Centro de Investigação para Tecnologias Interactivas, Instituto Camões.