Movimento Tolerante/Ignorante

By Mário Lopes

Nasceu um novo “movimento ideológico” na Blogosfera, auto-denominado “Movimento Tolerante Pró-Diversidade – Planeta Terra sim! Exploração Agro-Pecuária não!“.
Sinceramente, e sem querer ferir susceptibilidades, é a coisa mais ridicula que li nos últimos tempos.

Segundo este mesmo “movimento”, o mundo está dividido em 3 doutrinas, a de “Anti-Mestiçagem“, a do “Caos Demográfico Global” e a “Separatista“, à qual pertencem.
Eles chamam-lhes “Modelos”.
O Modelo 1, diz respeito aos “Intolerantes“(de extrema direita), que defendem um Mundo monocultural a nível local, e, multi-cultural a nível global.
O Modelo 2, diz respeito aos “Capitalistas Selvagens“, que defendem exactamente o contrário, multi-culturalidade local, e, mono-culturalidade global. Definem-nos, como exploradores Agro-Pecuários, onde tudo vale em nome do lucro e da produtividade.

Cidades iguais por todo o lado, isto é, os Povos (Raças) de maior rendimento demográfico [economicamente mais rentáveis] possuem todo o direito de ocupar e dominar o espaço dos povos (raças) de menor rendimento demográfico [economicamente menos rentáveis].

Por fim, o Modelo 3, que diz respeito aos “Separatistas“, modelo esse que reinvidica um “Modelo Divisório (50%, 50%)“, que consiste na divisão dos países em dois espaços.
Um deles, de “Competição Global“, onde os “Intolerantes” e os “Capitalistas Selvagens” teriam todo o direito de habitar, e outro, servindo de “Reserva Natural” para todas as Identidades Étnicas Autóctones.
Defendem ainda que, assim como os Israelitas construíram um muro defensivo contra os Palestinianos, também os “Nativos” deveriam construir muros de separação.

Cada País (obs: os Países aderentes) deve eleger uma Comissão para a Sobrevivência dos Povos Nativos, sendo esta Comissão que irá decidir a Divisão ( 50%, 50% ) do País em dois novos Países.

Este Movimento não é Fundamentalista!
Assim sendo, devem ser considerados Nativos todas as pessoas com, pelo menos, x % de genes típicos Nativos (nota: x% a definir).

Deixo as críticas ao vosso critério, já que, quanto a mim, a própria “tese” fala por si.

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