Mudar = Evoluir

20 Novembro, 2006 por Mário Lopes

Mudei de casa.
Agora poderão encontrar-me no Blogue de Expressão, alojado nos servidores da Blogger.
A morada por extenso é:
www.blogexpressao.blogspot.com
A mudança de título, deveu-se ao facto de, já existir um com o mesmo nome, e que, imagine-se, não é actualizado desde Junho de 2005.

Este foi o meu primeiro Blog na WordPress, e, além de ser muito mais estável que a Blogger, não é tão prático e rápido na sua utilização.
Daí a mudança.

Espero que continuem a visitar-me.

Movimento Tolerante/Ignorante

18 Novembro, 2006 por Mário Lopes

Nasceu um novo “movimento ideológico” na Blogosfera, auto-denominado “Movimento Tolerante Pró-Diversidade – Planeta Terra sim! Exploração Agro-Pecuária não!“.
Sinceramente, e sem querer ferir susceptibilidades, é a coisa mais ridicula que li nos últimos tempos.

Segundo este mesmo “movimento”, o mundo está dividido em 3 doutrinas, a de “Anti-Mestiçagem“, a do “Caos Demográfico Global” e a “Separatista“, à qual pertencem.
Eles chamam-lhes “Modelos”.
O Modelo 1, diz respeito aos “Intolerantes“(de extrema direita), que defendem um Mundo monocultural a nível local, e, multi-cultural a nível global.
O Modelo 2, diz respeito aos “Capitalistas Selvagens“, que defendem exactamente o contrário, multi-culturalidade local, e, mono-culturalidade global. Definem-nos, como exploradores Agro-Pecuários, onde tudo vale em nome do lucro e da produtividade.

Cidades iguais por todo o lado, isto é, os Povos (Raças) de maior rendimento demográfico [economicamente mais rentáveis] possuem todo o direito de ocupar e dominar o espaço dos povos (raças) de menor rendimento demográfico [economicamente menos rentáveis].

Por fim, o Modelo 3, que diz respeito aos “Separatistas“, modelo esse que reinvidica um “Modelo Divisório (50%, 50%)“, que consiste na divisão dos países em dois espaços.
Um deles, de “Competição Global“, onde os “Intolerantes” e os “Capitalistas Selvagens” teriam todo o direito de habitar, e outro, servindo de “Reserva Natural” para todas as Identidades Étnicas Autóctones.
Defendem ainda que, assim como os Israelitas construíram um muro defensivo contra os Palestinianos, também os “Nativos” deveriam construir muros de separação.

Cada País (obs: os Países aderentes) deve eleger uma Comissão para a Sobrevivência dos Povos Nativos, sendo esta Comissão que irá decidir a Divisão ( 50%, 50% ) do País em dois novos Países.

Este Movimento não é Fundamentalista!
Assim sendo, devem ser considerados Nativos todas as pessoas com, pelo menos, x % de genes típicos Nativos (nota: x% a definir).

Deixo as críticas ao vosso critério, já que, quanto a mim, a própria “tese” fala por si.

The Doors – LA Woman

18 Novembro, 2006 por Mário Lopes


The Doors – LA Woman

Os filmes são colecções de fotos inanimadas que foram submetidas à inseminação artificial” Jim Morrison

Modelo Energético Português

18 Novembro, 2006 por Mário Lopes
 
Nuclear – O debate sobre o novo modelo energético em Portugal 
Autor: Jorge Nascimento Rodrigues,
Virgílio Azevedo
Páginas: 280
ISBN-10: 989-615-034-6
ISBN-13: 9789896150341
1ª Edição: Nov/2006
Colecção: Desafios

O tema da energia nuclear está hoje politizado e globalizado.
Deixou de ser apenas um tema de investidores e governantes nuclearistas versus ecologistas que se confrontam nas ruas, nos referendos ou nos debates públicos em cada país. Já não é somente uma questão de riscos humanos em caso de acidente operacional ou com os resíduos versus vantagens económicas e de independência estratégica.
A politização extrema advém, hoje, da vontade de alguns países em entrar no clube das armas atómicas pela porta principal ou pelas traseiras e no já vasto grupo dos países que utilizam a energia nuclear para geração de electricidade. Em certos casos mais “quentes” é difícil a separação clara dos fins pacíficos em relação aos objectivos militares ligados a ambições de potência regional.
A politização advém, também, do novo contexto geopolítico e do seu impacto nas commodities energéticas em que se baseia o actual modelo de desenvolvimento económico, saído da 2ª Revolução Industrial, sentado em cima de dois combustíveis fósseis. O disparo dos preços do petróleo, a chantagem política em torno dos poços de crude e das jazidas de gás natural, o domínio dos oleodutos e gasodutos, bem como das vias logísticas fundamentais do trânsito destas mercadorias, coloca problemas geopolíticos graves aos países que dependem estrategicamente da sua importação.
A par da turbulência nos mercados spot e de futuros destas commodities, a pressão das alterações nos equilíbrios do Planeta e das metas associadas a esses desafios tornam a ruptura com o modelo energético do século XX uma questão prioritária, segundo alguns de vida ou de morte.
Daí a globalização rápida do tema, com um renascimento do debate sobre a opção nuclear nas opiniões públicas e nos governantes. Vários investidores e lóbis industriais viram, nestes sinais de viragem, uma janela de oportunidade para este negócio energético.
Contudo, esta opção não está sozinha em cima da mesa; outros protagonistas estão na corrida para ocupar o espaço em declínio na oferta do petróleo e do gás natural, que muitos analistas alegam que irá ocorrer neste século.
Alguns já apelidaram este período de «a grande corrida do século XXI». Uma revolução energética como já não ocorria desde o princípio do século passado. As gerações que a vão viver têm, também, uma oportunidade única de deixar a sua impressão digital no futuro do Planeta.
Jorge Nascimento Rodrigues e Virgílio Azevedo pretendem deixar nas mãos do leitor uma reflexão independente.

in Centro Atlântico

Portugal a Secar

17 Novembro, 2006 por Mário Lopes

Mais de metade do território português corre o risco de ficar deserto e seco nos próximos 20 anos e cerca de um terço já está afectado pela desertificação, alertou o presidente da associação ambientalista LPN.

O presidente da Liga para a Protecção da Natureza (LPN), Eugénio Sequeira, afirmou à agência Lusa que um terço do país já está a ser afectado pela desertificação, quer ao nível dos solos, quer da população, referindo-se ao Alentejo, ao interior algarvio e a toda a fronteira com Espanha, do Algarve a Trás-os-Montes.
«Portugal é um dos países onde a desertificação tem especial relevância e, se nada for feito nos próximos 20 anos, cerca de 66 por cento do território pode ficar deserto e seco», explicou.

Como causas deste cenário, que ameaça mais de metade do território nacional, o especialista aludiu ao agravamento dos efeitos da seca, aos incêndios florestais, ao crescimento urbano indevido em terras com potencial agrícola e à degradação dos solos, em resultado dos «maus usos e da poluição».
Independentemente deste cenário futuro, cerca de um terço do território já sofre «uma grave desertificação».
«A aridez dos solos já atinge quase todo o Alentejo e o interior algarvio», sublinhou, alertando mesmo para proporções «quase dramáticas» na margem esquerda do Guadiana, nos concelhos de Mértola, Castro Marim e Alcoutim.

No entanto, este fenómeno não está confinado ao Sul do país. «Todo o interior junto à fronteira com Espanha, do Algarve a Trás-os-Montes, está a ficar deserto», com a perda de potencial biológico dos solos (desertificação física) e de população (desertificação humana).

Para inverter esta tendência de desertificação e «evitar os piores cenários», Eugénio Sequeira defende a adopção de medidas «concretas e eficazes» de fixação da população activa nos meios rurais, de conservação do solo e da água e de recuperação das áreas já afectadas. «Se nada for feito, Portugal deixará de ser competitivo a nível europeu, terá grandes dificuldades de abastecimento público de água e a qualidade de vida terá tendência para se degradar», vaticinou.

A investigação das causas e das formas para combater o fenómeno, a sensibilização da população e a inclusão da luta contra a desertificação e a seca nas políticas gerais e sectoriais são outras das medidas preconizadas por Eugénio Sequeira.

 in Ciberia

Por que razão está a ler isto?

15 Novembro, 2006 por Mário Lopes

Porque quer ler. Mesmo que alguém lhe tenha dito para o fazer, não faz diferença: se não quisesse fazer o que lhe disseram, não estaria a ler isto. Mas está a ler. Portanto, em qualquer dos casos, quer queira simplesmente ler quer lhe tenham dito para ler e agora está a ler porque quer fazer o que lhe disseram, está a fazer o que quer. Mas ao ler estará a agir em liberdade? Isto é, será que depende de si o facto de estar a ler?
Ler artigo completo aqui.

Daniel Kolak e Raymond Martin
Tradução de Célia Teixeira

Fonte: Sabedoria Sem Respostas (Lisboa: Temas e Debates, 2004), Revista de Filosofia e Ensino – Crítica

Che Guevara – Morte Exposta

15 Novembro, 2006 por Mário Lopes

Fotografias inéditas do cadáver de Che Guevara, tiradas pouco depois da sua morte, são exibidas pela primeira em Santiago do Chile. Estas fotos foram tiradas pelo boliviano Freddy Alborta, um dos poucos fotógrafos que puderam ver Che Guevara no hospital, numa pequena aldeia da bolívia chamada Vallegrande.
Alborta tirou dezenas de fotografias do corpo do guerrilheiro, mas apenas uma foi divulgada na altura: aquela em que um general do Exército boliviano faz o sinal da cruz na testa do falecido, estendido sobre uma maca. A imagem viria a tornar-se um símbolo da sua morte.
Grande parte das fotos, captadas há quase 40 anos, não tinham sido mostradas até agora. A família de Alborta permitiu a sua exibição a outra fotógrafa, Sandra Boulanger, sua conterrânea.
Tratam-se de 65 fotos em preto e branco. Algumas mostram o exterior do minúsculo hospital boliviano onde se encontrava o cadáver, e outras exibem soldados bolivianos orgulhosos depois de terem colaborado com os EUA na missão de busca do corpo de Che.
Mas a atracção principal da exposição, ainda que um tanto mórbida, são os grandes planos do falecido com os olhos abertos como se estivesse vivo.

in Sol

Fernando Lopes-Graça – 100º aniversário

14 Novembro, 2006 por Mário Lopes

A 17 de Dezembro o compositor, musicólogo e cidadão activo Fernando Lopes-Graça completava cem anos de vida.
A Câmara Municipal (de Setúbal), em parceria com a Associação de Municípios da Região de Setúbal, elaborou um programa comemorativo que se desenvolve entre Setembro e Maio.
Concertos, exposições, conferências são algumas das actividades agendadas para recordar uma das personalidades culturais portuguesas mais marcantes do século XX.

Fernando Lopes-Graça nasceu a 17 de Dezembro de 1906, em Tomar. Estudou em Coimbra, no Conservatório Nacional.
As “Variações Sobre um Tema Popular Português”, para Piano são a sua primeira obra, datada de 1929.
Presencista desde a primeira hora colabora na revista até que em 1936 parte para Paris onde frequenta na Sorbonne a cadeira de Musicologia. Regressado a Portugal, em 1939, inicia um trabalho musical assente sobre elementos harmónicos, melódicos e rítmicos do folclore português.
A sua intensa actividade na esfera da música não se circunscreve à composição. Lopes Graça notabiliza-se como conferencista, publicista, divulgador e opositor ao regime fascista.
Recebe, em 1940, o 1ºConcerto para Piano e Orquestra, prémio que volta a conquistar em 1942, 1944 e 1952. Em 1942 funda uma organização de concertos de música moderna intitulada “Sonata”, criando em 1951 a revista “Gazeta Musical”.
A linha folclorista reafirma-se e aprofunda-se em obras como a “Suite Rústica” (para orquestra, sobre melodias tradicionais portuguesas), “Os cinco Velhos Romances Portugueses”, as “Nove Canções Populares Portuguesas” (para voz e orquestra), os “Natais Portugueses” e “Melodias Rústicas Portuguesas” (para piano), além de numerosos ciclos de harmonizações de canções populares, para voz e piano, e para coro a capella.
Faleceu em 1995.

Download do tema “O Milho da Nossa Terra” da autoria de Fernando Lopes-Graça

Fontes: Câmara Municipal de Setúbal, Centro de Investigação para Tecnologias Interactivas, Instituto Camões.

Porquê o pontapé em Carlos Sousa?

14 Novembro, 2006 por Mário Lopes

O processo de saída de Carlos Sousa (ou “de Sousa” como agora se diz num claro desvio burguês) é extraordinário. Desde as primeiras notícias do fim-de-semana que a morte era absolutamente anunciada. Não sabíamos como iria acontecer nem quais seriam os argumentos utilizados. Mas era certo e sabido que o autarca ia aceitar a directiva da concelhia e as ordens da Soeiro com sentido de militância. Foi um espectáculo triste de assistir.
A questão de saber se os mandatos pertencem aos eleitos ou aos partidos é eterna em praticamente todos os sistemas políticos, com a óbvia excepção dos maioritários de primeira ou segunda volta. É tão verdadeiro dizer que os lugares pertencem ao partido como ao autarca. Com facilidade se encontram argumentos para um ou outro lado da discussão. O caso dos presidentes de Câmara é, claramente, um dos mais bicudos. O número de pessoas que decidem o voto por causa do candidato que encabeça a lista é enorme. No caso de Setúbal isso é óbvio, embora não possa ser medido.
O PCP (ou a CDU, o que vai dar ao mesmo neste caso) sabe perfeitamente porque é que foi buscar Carlos Sousa à Câmara de Palmela. Não foi apenas pelo seu percurso exemplar, que podia figurar em qualquer manual do bom militante: Lisnave, Câmara de Almada, vereador em Palmela, presidente do município resistindo ao avanço do PS na margem Sul do Tejo e, finalmente, a capital do distrito. O PCP foi buscar Carlos Sousa porque ele tinha uma imagem à prova de bala em Palmela. Carlos Sousa era o “comunista ‘motard’” que ganharia a Câmara enquanto quisesse, que via eleitores de todos os partidos votarem nele sucessivamente. Era normal ouvir-se em outros concelhos do distrito elogios ao “autarca modelo” de Palmela.
Foi por isto tudo que o PCP foi buscar Carlos Sousa. Ele era o homem que ganharia Setúbal nas calmas, recuperando uma câmara perdida para o PS na década de 80 e que pouca gente acreditava poder voltar à esfera da CDU. A aposta foi ganha, Carlos Sousa esmagou o PS e arrastou eleitores de todos os partidos. A sua imagem, limpa, moderna e eficaz, não podia ser mais contrastante com a de Mata Cáceres, o furacão socialista que virou Setúbal do avesso com uma soberba que acabou por matá-lo.
É claro que o primeiro mandato de Carlos Sousa começou a mudar a sua imagem, lenta mas inexoravelmente. O caos financeiro não desapareceu, os ‘boys’ da CDU vieram em força para Setúbal (tal como os do PS tinham vindo antes e os de outro partido qualquer virão um dia), as movimentações dos grandes construtores existiram como em qualquer grande cidade e os resultados da reeleição foram menos brilhantes. O PCP passou a ter que negociar muita coisa com o PSD e o PS e tudo ficou mais difícil.
Carlos Sousa teve que funcionar mais em “rédea solta” e a concelhia começou a não gostar. O Comité Central percebeu que podia deixar de controlar a Câmara e sabe bem que “perder” Setúbal não é o mesmo que perder o Crato ou Aljustrel.
A partir daqui tudo foi simples e o PCP sabia que Carlos Sousa ia acatar as ordens, como toda a vida acatou. E um bom militante sabe acatar a ordem que o põe (a si próprio) fora de circulação. O processo de divulgação dos relatórios do IGAT é patético e tem clara mão política, favorecendo a oposição e, acima de tudo, o PCP que, assim, descobriu argumentos fantásticos para a defenestração de Carlos Sousa.
Num momento de assombro filosófico, Jerónimo de Sousa resolveu dizer que “às vezes os melhores homens não são os homens melhores para uma tarefa de grande exigência”. Às vezes as melhores frases não são as frases melhores. Às vezes vale a pena estar calado porque toda gente percebeu o que aconteceu.

Ricardo Costa

Iraque – Mais de cem pessoas raptadas

14 Novembro, 2006 por Mário Lopes

Um grupo de homens armados invadiu em Bagdad um edifício do Ministério do Ensino Superior, onde raptaram mais de cem pessoas, entre académicos, cientistas e funcionários de um instituto de pesquisa. No parlamento, o ataque já foi considerado uma «catástrofe nacional»

Segundo uma porta-voz do Governo iraquiano, dezenas de homens armados chegaram em carrinhas pick-up a um instituto de pesquisa onde funcionava um observatório de luta contra a corrupção. Os militantes utilizavam uniformes de uma unidade de elite do Ministério do Interior. O grupo fechou todas as mulheres numa sala, e levou consigo mais de uma centena de homens, entre cientistas, professores, guardas e funcionários do instituto. Embora o Governo afirme que foram sequestrados tantos sunitas como xiitas, uma testemunha garante à Reuters que apenas os sunitas foram raptados. No parlamento iraquiano, o chefe do comité para a Educação descreveu o ataque como «uma catástrofe nacional» e pediu ao Governo que aja rapidamente.

in Sol